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domingo, 15 de abril de 2012

Folclore: Um Papel Ao Educador

      Para desenvolver um trabalho de qualidade é necessário o professor ter habilidade e conhecimento do conteúdo a ser transmitido. Durante o ano letivo os professores têm em sua programação escolar, atividades referentes às comemorações folclóricas, no entanto muitos  não usufruem de uma maneira correta. Educadores e folcloristas concordam que é necessário que os professores  trabalhem criativamente e que tenha como referência o contexto social de seus alunos. 

     Quando o educador pede aos seus aprendizes executarem uma pesquisa sobre folclore, é necessário que o mesmo saiba ter uma estratégia e  metodologia adequada, o folclore não é algo que se pesquise nas enciclopédias, e sim através das experiências e convivências de seus alunos_ explorando seu contexto social.

     É através do contato de um determinado grupo social, trocando experiências, assimilando novos conhecimentos, aprimorando novas ideias, que os educandos desenvolverão  de uma forma concreta e dinâmica, seus conhecimentos, sentimentos e habilidades que proporciona criticidade e criatividade.

     É importante o educador valorizar as manifestações espontâneas dos aprendizes, os mesmos trazem para as salas de aula suas experiências vividas, seus receios, desejos, questões, onde geralmente as escolas não atendem, somente seguem seus métodos arcaicos e fragmentados, importando-se somente em transmitir conteúdos, ou seja, tratando-o como um mero “banco de dados” que  deve-se arquivar.

    Como afirma Paulo Freire: “Em lugar de comunica-se, o educador faz ‘comunicados’ e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem. Eis aí a concepção ‘bancária’ da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los.”(1)

     O contexto social de hoje, faz com que  jovens tenham novas atitudes, desejos, questões, que resgatam em suas próprias experiências pessoais, por isso a escola deve ver o aluno como um indivíduo que, como diz Jean Piaget, além de construir seu  conhecimento os aprendizes  irão explorá-lo em seu meio ambiente. (2)

      Portanto, é importante o professor desenvolver suas atividades visando as necessidades e os interesses de seus alunos, interados ao objeto de estudo, numa aprendizagem mais construtiva e prática, obtendo dessa maneira  um trabalho de qualidade. 
 
( Liliane Cristine, 1999).
 
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(1)FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 8ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (1980:66-8).
(2)NICOLAU, Marieta Lúcia Machado. A educação pré-escolar  (Fundamentos e didática). 2ªed. São Paulo: Ática, 1985.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Nossa Lingua

   Desde o nosso nascimento, a linguagem é a forma como devemos ver e entender o mundo. Transmitida através de nossos familiares, conforme nosso meio ambiente_ se desenvolvendo principalmente  através do processo educativo, onde determina a forma de pensar, falar e agir, conforme nossas características culturais.

   Lembrando Paulo Freire: “ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo”(1). Nota-se assim que a linguagem é um veículo nos direcionando  constantemente, através de nossa convivência com os outros e com o mundo.

   Através desse convívio, o ser humano cria várias formas de se comunicar e de se expressar ( palavras, gestos, expressão fisionômica, sinais visuais, símbolos e etc.), transmitidos também através da música, da pintura, fotografia, enfim através desses vários recursos o indivíduo estabelece suas maneiras de se comunicar interados  a sua cultura local. 

   Linguistas e folcloristas concordam que  a linguagem humana estará sempre em constante mudança. Os interesses e  necessidades de cada época impõem mudanças à linguagem. 

   Para Colin Cherry (1972), a comunicação implica essencialmente uma linguagem, quer seja esta um dialeto falado, uma inscrição em pedra, um sinal de código Morse. A linguagem tem sido chamada “o espelho da sociedade”. (2) 

   Portanto, é conveniente  ressaltar a importância dos educadores estarem integrados a linguagem folclórica, para melhor desempenhar suas atividades em salas de aula, informando aos seus alunos a diferença e a importância de conhecer e praticar  a língua erudita ( seguindo regras gramaticais ) e a língua coloquial ( falada que simplifica e é dita em várias maneiras conforme o meio ambiente e consequentemente  através do convívio com as pessoas). 
 
 
 (1) FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 1980, pag. 78-9.
 (2) CHERRY, Colin. A comunicação humana, 1972, pag. 64-5. 


( Liliane Cristine 1999).

 
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   FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 8ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
   CHERRY,  Colin. A comunicação humana. São Paulo: Cultrix, 1972.